Eu sou por Natureza feito para meu próprio bem; não para meu próprio mal.

Dos Ensinamentos Áureos de Epicteto.


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terça-feira, 18 de novembro de 2014

ACALANTO DE JOHN TALBOT — Manuel Bandeira

FORMAS POÉTICAS 01 — ACALANTO
Acalanto é uma simples canção para adormecer as crianças. Uma canção de ninar. Pertence ao gênero lírico.
Um exemplo anônimo de acalanto é:

Boi, boi, boi
Boi da cara preta
Pega este menino que tem medo de careta

Não, não, não
Não pega ele não
Ele é bonitinho, ele chora coitadinho

O grande compositor e cantor Dorival Caymmi utilizou essa cantiga popular no final do Acalanto, que compôs para sua filha Nana, hoje maravilhosa cantora da MPB.

O poeta Manuel Bandeira escreveu, em redondilha menor, esse Acalanto de John Talbot:

Dorme, meu filhinho,
Dorme sossegado.
Dorme, que a teu lado
Cantarei baixinho.
O dia não tarda...
Vai amanhecer:
Como é frio o ar!
O anjinho da guarda
Que o Senhor te deu,
Pode adormecer,
Pode descansar,
Que te guardo eu.

sábado, 30 de agosto de 2014

NEM EU — Dorival Caymmi

Sou fã incondicional de Dorival Caymmi. O cara era simpático, poeta, músico e cantor. Uma de suas composições, delicadíssimas, que sempre cantarolo é esta.

Não fazes favor nenhum
Em gostar de alguém.
Nem eu, nem eu, nem eu.

Quem inventou o amor
Não fui eu.
Não fui eu, não fui eu.
Não fui eu, nem ninguém.

O amor acontece na vida.
Estavas desprevenida
E por acaso eu também.

E como o acaso é importante, querida,
De nossas vidas a vida
Fez um brinquedo também.