Eu sou por Natureza feito para meu próprio bem; não para meu próprio mal.

Dos Ensinamentos Áureos de Epicteto.


domingo, 25 de dezembro de 2016

FELIZ NATAL! PRÓSPERO ANO NOVO!

Piero Di Cosimo - The Nativity with the Infant Saint John, c. 1495-1500. Oil on canvas. Diameter: 145.7 cm (57 3/8 in.) National Gallery of Art, Washington, Samuel H. Kress Collection.

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Julieta 400 Anos Depois — Nina de Souza-Lima

Julieta 400 Anos Depois — a obra de Nina de Souza-Lima já pode ser apreciada no Museu Mineiro. A exposição fica em cartaz até 11 de maio. Esta pintura merece ser vista de perto, para suas pinceladas poderem ser, inteira e intensamente, admiradas.


Nina de Souza-Lima ─ O Romeo, Romeo! wherefore art thou Romeo. 2016. Óleo/madeira. 100×80 cm.

sexta-feira, 8 de abril de 2016

PINTORA NINA DE SOUZA-LIMA ATUALIZA JULIETA DE SHAKESPEARE

A pintora Nina de Souza-Lima promete uma surpresa com sua reinterpretação da jovem Julieta, personagem criada por William Shakespeare, cujos 400 anos se comemoram com uma grande exposição no Museu Mineiro. A abertura acontece hoje às 19 horas no prédio da avenida João Pinheiro, que já abrigou o Senado Mineiro e a Pagadoria Estadual. Pelo cartaz, pode-se ver o elevado nível dos artistas selecionados.


quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

QUANDO A MORTE CERRAR MEUS OLHOS DUROS — Manuel Bandeira

FORMAS POÉTICAS 38 — SONETO [3]
O soneto do tipo inglês termina por um dístico. Um exemplo famoso foi composto por Manuel Bandeira.

SONETO INGLÊS Nº 1

Quando a morte cerrar meus olhos duros
— Duros de tantos vãos padecimentos,
Que pensarão teus peitos imaturos
Da minha dor de todos os momentos?
Vejo-te agora alheia, e tão distante:
Mais que distante — isenta. E bem prevejo,
Desde já bem prevejo o exato instante
Em que de outro será não teu desejo,
Que o não terás, porém teu abandono,
Tua nudez! Um dia hei de ir embora
Adormecer no derradeiro sono.
Um dia chorarás... Que importa? Chora.
Então eu sentirei muito mais perto
De mim feliz, teu coração incerto.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

IDEALISMO — Augusto dos Anjos

FORMAS POÉTICAS 38 — SONETO [2]
O soneto petrarquesco — cuja forma Petrarca definiu na Itália — foi modificado em França por Clément Marot, que introduziu nos catorze versos a única disposição dos tercetos proibida anteriormente: a criação de um dístico no meio do poema. O soneto seguinte, de autoria de Augusto dos Anjos, segue a forma do soneto francês 'marotiano', com esquema rímico abba abba ccd eed.

IDEALISMO

Falas de amor, e eu ouço tudo e calo!
O amor da Humanidade é uma mentira.
É. E é por isso que na minha lira
De amores fúteis poucas vezes falo.

O amor! Quando virei por fim a amá-lo?!
Quando, se o amor que a Humanidade inspira
É o amor do sibarita e da hetaíra,
De Messalina e de Sardanapalo?!

Pois é mister que, para o amor sagrado,
O mundo fique imaterializado
— Alavanca desviada do seu fulcro —

E haja só amizade verdadeira
Duma caveira para outra caveira,
Do meu sepulcro para o teu sepulcro?!

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

COM CARÍCIAS BRUTAIS E COM CARÍCIAS MANSAS, CUIDO QUE TU ME VENS — Gilka Machado

FORMAS POÉTICAS 38 — SONETO [1]
A palavra soneto vem do italiano 'sonetto', derivada por sua vez de 'son', que era um tipo de canção ou poema dos trovadores provençais.
O soneto é um poema composto por catorze versos decassílabos, agrupados em duas quadras — com rimas alternadas ou cruzadas — e dois tercetos com rima variada.
Sua invenção é atribuída a Giacomo (ou Jacopo) da Lentini, poeta siciliano que adaptava as poesias dos trovadores ao italiano.
O soneto seguinte — da poetisa Gilka Machado — segue o esquema rímico abab abab cdc ede.

AO VENTO

Na plena solidão de um amplo descampado,
penso em ti e que tu pensas em mim suponho;
tenho toda a feição de um arbusto isolado,
abstrato o olhar, entregue à delícia de um sonho.

O vento, sob o céu de brumas carregado,
passa, ora langoroso, ora forte, medonho!
e tanto penso em ti, ó meu ausente amado,
que te sinto no vento e a ele, feliz, me exponho!

Com carícias brutais e com carícias mansas,
cuido que tu me vens, julgo-me apenas tua,
— sou árvore a oscilar, meus cabelos são franças...

E não podes saber do meu gozo violento
quando me fico, assim, neste ermo, toda nua,
completamente exposta à volúpia do vento!

Gilka Machado, in Estados de Alma.

Franças = Conjunto das ramificações menores da copa das árvores.