FORMAS POÉTICAS 16 — GAZAL
O gazal, poema de origem árabe, é um gênero lírico, que consiste num mínimo de cinco dísticos e num máximo de quinze, com o segundo verso ou sua rima servindo de estribilho.
Hafiz foi um poeta persa, que levou à perfeição a forma do gazal. Seus quinhentos poemas foram reunidos num livro chamado O Divã. O gazal seguinte se chama Um Fogo e é dele.
O gazal, poema de origem árabe, é um gênero lírico, que consiste num mínimo de cinco dísticos e num máximo de quinze, com o segundo verso ou sua rima servindo de estribilho.
Hafiz foi um poeta persa, que levou à perfeição a forma do gazal. Seus quinhentos poemas foram reunidos num livro chamado O Divã. O gazal seguinte se chama Um Fogo e é dele.
O Fogo do coração acendeu no peito e queimou dolente pelo Amado.
Um fogo havia na casa que a morada queimou.
A distância do Amado fez arder meu corpo.
Separado de sua face, um fogo minha alma queimou.
Como a tigela, arrependido quebrou meu coração.
Sem vinho nem taça, tal uma tulipa, meu coração se queimou.
Vê queimar meu coração, vê o fogo das lágrimas.
O coração da vela, como mariposa, ontem à noite, de compaixão se queimou.
Termina a discussão e volta, que minha pupila,
removendo seu manto, dando graças o queimou.
Quem viu a cadeia unida de tuas madeixas encaracoladas
se inflamou e, para minha loucura, seu coração se queimou.
Não é raro que de mim se compadeça o conhecido:
quando saí de mim mesmo, o coração do estranho se queimou.
A água da taverna levou minha medalha de abstinência,
o fogo da taverna minha casa da inteligência queimou.
Bebe vinho, Hafiz, e esquece logo da lenda,
que à noite não dormimos e, por amor da fantasia, a vela se queimou.
Um fogo havia na casa que a morada queimou.
A distância do Amado fez arder meu corpo.
Separado de sua face, um fogo minha alma queimou.
Como a tigela, arrependido quebrou meu coração.
Sem vinho nem taça, tal uma tulipa, meu coração se queimou.
Vê queimar meu coração, vê o fogo das lágrimas.
O coração da vela, como mariposa, ontem à noite, de compaixão se queimou.
Termina a discussão e volta, que minha pupila,
removendo seu manto, dando graças o queimou.
Quem viu a cadeia unida de tuas madeixas encaracoladas
se inflamou e, para minha loucura, seu coração se queimou.
Não é raro que de mim se compadeça o conhecido:
quando saí de mim mesmo, o coração do estranho se queimou.
A água da taverna levou minha medalha de abstinência,
o fogo da taverna minha casa da inteligência queimou.
Bebe vinho, Hafiz, e esquece logo da lenda,
que à noite não dormimos e, por amor da fantasia, a vela se queimou.
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